O INVENTOR

Pegue o liquidificador, misture teatro, cinema, tv, literatura, uns outros ingredientes e…voilá.

As horas

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As horas é um filme de 2002, baseado no romance homônimo (muito bom, por sinal) do Michael Cunningham. Não preciso falar muito para vender o peixe do filme, afinal as protagonistas são apenas Nicole Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep, interpretando personagens que, apesar de estarem em momentos temporais distintos, têm suas vidas entrecruzadas. É um filme que fala da dor da existência e que nos faz confrontar com o abismo que há dentro de nós. Foi, inclusive, pela interpretação brilhante de Virginia Woolf que Nicole Kidman levou seu Oscar naquele ano. Ouso dizer, também, que o prêmio veio com esta cena. Quem determina ou não quem podemos verdadeiramente ser? Com a palavra, Virginia.

Written by Marcos M.

novembro 16, 2016 at 9:12 pm

Ainda sobre o amor

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Uma das minhas peças favoritas na vida é The Last Five Years, de 2002, que acabou virando filme depois com a Anna Kendrick e o Jeremy Jordan como protagonistas. Que história, meus amigos! Jamie e Cathy são um casal cujos 5 anos de relacionamento são narrados durante os 90 minutos de espetáculo. A questão toda—e esta é a chave do enredo- é que ambos percorrem linhas do tempo diferentes e nunca interagem entre si, a não ser em um único momento: quando Jamie propõe Cathy em casamento. Ela começa a peça no término do namoro e ele, paralelamente, começa no início da relação, logo depois de eles se conhecerem. É (bem) mais simples do que parece. Na verdade, ali no palco, o que vemos é o ciclo de um relacionamento como tantos outros, desde a ansiedade do primeiro encontro até a dor e o sofrimento do término. Acabei de rever o filme e parei pra pensar no entrecruzamento das histórias na nossa própria vida e como lidamos com os encontros e desencontros que vêm disso.
Li certa vez, não me lembro onde, que dar as mãos no cinema é um dos gestos mais ternos de amor que há. Talvez seja mesmo. A maioria já sentiu o friozinho no estômago antes do primeiro encontro, né. As mãos que se aproximam e se cruzam no escurinho da sala de projeção são parte um pacto secreto entre o casal, o balde de pipoca e o filme. O problema é que, para muitos, o amor é um jogo de tabuleiro, cujas peças são as próprias pessoas, movidas por likes e dislikes em aplicativos de encontros. Quero. Não quero. Quero muito. Mas amar é um risco, meus caros. São duas solidões que se protegem. É um tiro no escuro, alheio a qualquer tentativa de racionalização. Amar, já nos ensinou Mário de Andrade, é verbo intransitivo. Eu amo. E isso apesar de tudo, hein. Já viram como o Amor- esse mesmo, com A maiúsculo-, volta e meia vem ligado a termos de guerra? Eu lutei. Eu venci. Estou traumatizado. Às vezes, é uma luta mesmo, das quais poucos conseguem sair ilesos, sem cicatrizes. Entre a insegurança de mensagens não respondidas e de telefones que nunca tocam, vem a percepção de que nunca é fácil se desarmar e se deixar entrar em contato profundo com o outro que habita em nós.
Poucos são aqueles que têm a sorte de um amor tranquilo, viu. Mas um dos grandes benefícios da maturidade é que ela tende a nos ensinar a sofrer menos e a ponderar mais. Obviamente, falar é fácil, fazer já são outros 500. É claro que qualquer término é doloroso, independentemente da circunstância. Há aqueles épicos, com gritaria, roupa voando pela janela e tal. Há aqueles, no entanto, silenciosos, que vêm junto da pior solidão que existe: a solidão a dois. Acabou. Aí o bicho pega, pois ninguém nunca está pronto para lidar com o fim e com a percepção de que o mundo segue girando apesar da sua dor. Ninguém nunca quer ouvir que vai passar. Mas vai. Eu sigo no meu idealismo à moda antiga: nos nossos tempos, a banalização do verbo amar e a descartabilidade das pessoas nos fez míopes para a verdadeira riqueza dos afetos. Estou com Drummond nessa: não podemos brincar ou facilitar com a palavra Amor, muito menos jogá-la ao ar como bolha de sabão. Que ela seja impronunciável. E atentemos um pouco mais aos encontros, desencontros e reencontros que a vida nos traz. Quem sabe o que devemos esperar ao virar na próxima esquina?
MM, nov/2016

Written by Marcos M.

novembro 12, 2016 at 6:31 pm

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Com a palavra, Maria Rita Kehl

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Written by Marcos M.

outubro 29, 2016 at 12:33 pm

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Sobre memória e camisas velhas

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Na época da escola, só havia uma coisa que eu detestava mais do que o primeiro dia de aula em uma nova série: o último dia de aula. O começo sempre é assustador e traz consigo as inúmeras angústias do mergulho no desconhecido. Abandonada a terra firme, fechamos os olhos e nos lançamos ao mar. O ano passava, algumas novas amizades se formavam e outras tantas se desfaziam. Sei que, bem no último dia, eu era tomado por um pavor que ultrapassava a certeza da recuperação em matemática: a despedida da turma. Minha nossa, eu queria morrer. Não que eu tivesse apego às turmas, porque eu nem tinha, mas era todo o ritual que me incomodava. O tal protocolo de todos levarem camisas velhas do uniforme para os outros assinarem com mensagens cafonérrimas de adeus. Foi muito bom estudar com vc. Até o ano que vem. Vc é D++! Te amoooo! S2 Vai me visitar em Curitiba, hein. Alguns desses sofredores iram se encontrar no final de semana seguinte para uma ida ao cinema. Outros, realmente, se perdiam, afinal é claro que, aos 13 anos, ninguém vai visitar ninguém em Curitiba. Mas faz parte. É cada coisa pela qual a gente passa, né? É assim que vai se aprendendo, pouco a pouco, a dar significado às perdas. Outro dia li nos escritos de uma autora por quem tenho profunda admiração: de fato, a vida passa, mas nós também passamos por ela. É isso! Nós passamos e vamos deixando nossas marcas pela vida- na nossa e na dos que estão ao nosso redor. São pequenos fragmentos de memória que, lá na frente, podem voltar do nada, mesmo sem que a gente queira. Memória é algo tão frágil que precisa ser tratado como uma caixinha de porcelana. Memória tende a trazer consigo saudade, sentimento até hoje é inexpressável em palavras para mim. Podemos sentir saudades de uma época, como a da escola; de pessoas, como antigos amigos ou relacionamentos; de lugares, como a cidade em que nos sentimos em casa. Saudade é coisa forte e também nos inunda quando menos esperamos. Pode vir de uma música, de um cheiro, de um gosto. Hoje, pra mim, Saudade- essa mesmo, com S maiúsculo- veio na forma de Tchaikovsky. Ao dos das primeiras notas d’O Lago dos Cisnes, fui cercado imediatamente por muitas pessoas que povoaram meu imaginário há muitos anos e que se materializavam de um passado-presente ali bem diante dos meus olhos. Algumas, inclusive, já se perderam de mim e foram navegar por outros mares bem distantes. Às vezes, isso acontece. Às vezes, as pessoas se perdem umas das outras pela vida. E nos resta aquele fragmento frágil de passado ao qual poderemos retornar sempre que pudermos e conseguirmos, claro. Pra vocês, saudade tem gosto de quê? Por hora, fico tentando me lembrar das mensagens que se perderam em camisas amarrotadas. Viraram borrões de memória, tal qual pergaminhos aprisionados em garrafas lançadas no desconhecido do mar.
(MM, out/16)

Written by Marcos M.

outubro 13, 2016 at 10:17 pm

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Por que cobrar a leitura de livros de literatura no vestibular?

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Por Gustavo Bernardo, no portal eletrônico do vestibular da UERJ.

No Rio de Janeiro, os candidatos que prestam vestibular não precisam ler previamente nenhum livro. Isto acontece há pelo menos duas décadas.

É assim em todo o país? Na verdade, não. Por exemplo: para o ano letivo de 2016, no Brasil, os vestibulares de 26 universidades, públicas e particulares, indicaram listas de livros de literatura. A quantidade de livros indicados pelas universidades variou entre 3 e 16 livros, mas a maioria delas indicou 5 livros.

Isso significa que os vestibulares do Rio de Janeiro, com esta lacuna, acabam por promover: o desprestígio crescente da literatura no ensino médio; o desenvolvimento insuficiente da habilidade de leitura, e já há bem mais de uma geração.

Há alguns argumentos fracos e pelo menos um argumento forte para sustentar que não se cobre a leitura de livros de literatura no vestibular.

Um dos argumentos fracos é o comercial: uma lista de livros pode beneficiar apenas uma ou duas editoras grandes, que aumentariam substancialmente as vendas dos seus títulos. O argumento é fraco porque: mais da metade dos autores selecionados costuma pertencer ao domínio público, portanto são ou podem ser publicados por diversas editoras; a elaboração da lista pode levar em conta o problema, buscando, dentre os autores que não pertencem ao domínio público, diversificar as editoras.

Outro argumento fraco é o do autor vivo: o escritor ainda vivo pode reclamar da interpretação dada pela prova à sua obra. Tornaram-se famosas as reclamações de Carlos Drummond de Andrade e de Millôr Fernandes. No entanto, o argumento também é fraco, porque: nenhum escritor detém o monopólio sobre a interpretação da sua obra; na verdade, nenhum escritor costuma ser o melhor analista da sua própria obra; por fim, a possibilidade da crítica do escritor vivo estimula os professores a elaborarem melhor as suas questões.

Na prática, ainda se pode rebater o argumento do autor vivo indicando apenas autores falecidos. Essa solução, porém, é igualmente fraca, porque afasta as escolas, e, portanto os jovens, da literatura que lhes é contemporânea. O problema do autor vivo deve ser enfrentado elaborando bem as provas e, caso algum autor não concorde com a interpretação dada à sua obra, discutindo-se publicamente com ele, até porque a polêmica não deixa de ser uma maneira de estimular o interesse pela literatura.

Reconhecemos, porém, um argumento forte contra a indicação de livros no vestibular: a elitização do exame. Uma vez que os livros costumam ser caros, logo, se privilegiariam os candidatos de maior poder aquisitivo.

Em tempos de internet, entretanto, esse argumento também se enfraquece. Hoje, quase tudo que já foi escrito se encontra reproduzido na rede. Além disso, para sanar aquelas consequências que apontamos acima, a saber, o desprestígio crescente da literatura e o desenvolvimento insuficiente da habilidade de leitura, a universidade, a escola e a sociedade não podem se conformar com o problema do preço do livro. Deve-se, ao contrário, insistir na necessidade da leitura de literatura, recuperando soluções tradicionais, como as bibliotecas escolares, e criando soluções alternativas, como eventos de leitura solidária.

Discutidos os argumentos contra a indicação de livros para o vestibular, podemos agora pensar os argumentos a favor dessa indicação.

Há muito tempo, filósofos e cientistas admitem que nos encontramos sempre presos na nossa limitadíssima perspectiva: só vemos o mundo pelo nosso próprio olhar, do lugar e no tempo em que estamos. Tudo o que achamos que sabemos é tão parcial que se torna suspeito. Só podemos superar a prisão da nossa perspectiva quando conseguimos olhar pelo olhar do outro.

Ora, na vida real, é extremamente difícil pensar com a cabeça ou olhar com os olhos de outra pessoa, por causa das diferenças de tempo, contexto, gênero, raça, idade e tantas outras variáveis. A façanha se torna possível, porém, quando acompanhamos por dentro a perspectiva ora do narrador ora do protagonista de um romance: neste momento, conseguimos enfim pensar com a cabeça e olhar pelos olhos de um outro. Por isso se diz que a literatura perspectiviza: ela nos oferece a riquíssima experiência de vivenciarmos perspectivas diferentes da nossa.

Dessa maneira, tornamo-nos outros, ou, como queria Fernando Pessoa: nós “nos outramos”. Assim, tornamo-nos maiores e melhores do que somos, e ao mesmo tempo aprendemos que não somos o centro do mundo, ou seja, que há várias verdades e vários ângulos para cada verdade. Nesse sentido, a literatura constrói uma escola virtual de sensibilidade, curiosidade, admiração, relatividade e tolerância – tudo o de que tanto precisamos e cada vez mais.

Acresce que, como já sustentou Roland Barthes, a literatura, no seu sentido estrito, é o próprio “giro dos saberes”, ou seja, ela é pura interdisciplinaridade. Os livros indicados para um exame vestibular servem de base para as provas de língua portuguesa e literatura, é claro, mas também podem provocar questões em todas e não menos do que todas as demais provas.

Por isso, propomos que o vestibular da UERJ para 2018 indique 5 livros de literatura. Para chegar aos 5 títulos, compomos uma lista com um número bem maior de títulos e a divulgamos na Enquete da nossa Revista, solicitando a votação dos leitores até dezembro de 2016. Por sugestão do professor Ruy Marques, Reitor da UERJ, a Enquete ainda tem um campo para que o leitor sugira um outro livro que não esteja na listagem.

No final de 2016, processaremos o resultado da Enquete para compor a lista final do Vestibular Estadual 2018, divulgando-a no início mesmo de 2017, de modo a que as escolas e os candidatos possam se preparar.

Boas escolhas e boas leituras, portanto.

Written by Marcos M.

setembro 13, 2016 at 11:15 am

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Livrarias pra quê?

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Raphael Montes, O Globo, 05/09/2016

Que felicidade abrir o jornal O GLOBO da última quinta-feira e ler a notícia de que a livraria Leonardo Da Vinci reabriu suas portas, após uma reforma realizada pelo novo dono, Daniel Louzada. Para mim, a reabertura da Da Vinci tem forte carga nostálgica: nos meus tempos de universitário, eu estagiava em um escritório de advocacia no edifício Bozano Simonsen e, às vezes, conseguia dar uma escapulida para descer a rampa rumo ao subsolo do edifício Marquês do Herval. Ali, vestindo meu terno amarrotado, eu podia me esquecer por alguns minutos das recuperações judiciais e dos prazos de agravo de instrumento para mergulhar nos livros de arte, filosofia e ciências — tão distantes da minha vidinha universitária e, talvez por isso, tão desafiadores.

Após a visita à livraria Da Vinci, era de lei uma passada rápida (ou nem tão rápida) no sebo Berinjela, claro. Nos dias mais tranquilos (ou após o expediente), o passeio pelas livrarias do Centro era ainda mais longo e oferecia múltiplas possibilidades: eu podia andar até a Cinelândia, passando pela livraria Saraiva do Edifício Avenida Central, para chegar à livraria Cultura, recém-inaugurada na época, com espaço para teatro, café, livros e DVDs, ou, em outro trajeto, andar pela Rua Sete de Setembro para passar nas livrarias Travessa e Saraiva, antes de dedicar alguns bons minutos aos livros mais “alternativos” vendidos na filial da livraria Travessa, na Travessa do Ouvidor.

Eu ficava nesses lugares por muito tempo, descobrindo clássicos e lançamentos, folheando inícios e orelhas (tenho mestrado e doutorado em ler orelhas de livros), puxando assunto com outros leitores, principalmente mais velhos, que me alimentavam de indicações. Era maravilhoso. Naturalmente, todo esse percurso mudou; algumas livrarias fecharam, outras trocaram de lugar; mas, sem dúvida, a reabertura de um espaço como a Da Vinci é motivo de comemoração. Todo escritor é, antes de tudo, um rato de livraria, um leitor obsessivo e incansável, aquele sujeito que você pode largar de manhã entre as gôndolas e só buscar à noite que ele nem terá reparado no passar das horas. A trajetória de um escritor não é alimentada apenas pelos livros que ele leu, mas pelas livrarias que ele frequentou.

Tenho uma relação especial e distinta com cada livraria da cidade. Cresci frequentando o clube de leitura do sebo Baratos da Ribeiro, agora em Botafogo, onde fiz muitos amigos, trabalhei minha escrita e comprei muitos livros da “Ellery Queen’s mystery magazine” e da “Colecção vampiro”, graças ao Maurício Gouveia, dono do sebo e entusiasta da minha paixão por literatura policial. Lancei meu primeiro romance na Saraiva do Shopping Rio Sul, em uma noite de autógrafos que se estendeu até meia-noite, e todos os funcionários continuaram por lá, além da hora de trabalho, um tanto irritados, claro, mas entendendo que aquele era um momento único para um moleque de 20 anos. Desde então, tenho carinho especial por esse espaço e pelos livreiros de lá.

Livreiros são amigos que nós, leitores, fazemos ao longo dos anos. Ainda hoje, gasto horas na livraria Travessa do Leblon, batendo papo e ouvindo indicações do Luiz Guilherme de Beaurepaire ou na livraria Travessa de Ipanema, trocando ideias com o Antônio Berto. São sujeitos que vale a pena conhecer, verdadeiros monumentos das livrarias, apaixonados por livros acima de tudo, garantia de boa conversa no fim de tarde de um sábado ou domingo. Pelas livrarias da cidade, fiz muitos amigos e me apaixonei três ou quatro vezes. Nada pode ser mais aconchegante do que isso.

Ano passado, enquanto participava de eventos pelo país, uma das questões mais frequentes era se a chegada do livro digital acabaria ou reduziria drasticamente a venda de livros físicos e, por consequência, reduziria a existência de livrarias. Não tenho dúvidas de que empresas como Amazon e Submarino cumprem um papel essencial no mercado literário: além de trabalharem com preços baixos, essas empresas facilitam o acesso para leitores de diversas partes do país, principalmente de cidades pequenas onde nem existem livrarias. Ao mesmo tempo, tenho certeza de que as livrarias irão sobreviver como pontos de encontro, como espaços culturais efervescentes, com clubes de leitura e encontros casuais. O prazer de descobrir um livro (ou ser descoberto por ele), de ler páginas aleatórias de livros aleatórios, de trocar conhecimentos com desconhecidos ou com livreiros repletos de novidades, nada disso vai acabar. As livrarias estão mais vivas do que nunca.

Neil Gaiman já disse que “uma cidade não é uma cidade sem uma livraria. Podem até chamá-la de cidade, mas se não tiver uma livraria, estarão apenas enganando suas almas”. O mestre não poderia estar mais certo. Por isso, nos próximos dias, não deixe de visitar sua livraria mais próxima ou quem sabe voltar àquela que você não frequenta há anos e, claro, compre alguns livros e descubra muitos outros. A existência de livrarias só depende de nós, leitores com alma.

Leia mais sobre esse assunto em  http://oglobo.globo.com/cultura/livrarias-para-que-20051622#ixzz4JU3vaIGu
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Written by Marcos M.

setembro 6, 2016 at 10:56 am

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Sobre a Coreia do Norte

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A polêmica envolvendo os vídeos do Fun For Louis descortinou um universo completamente novo e inóspito para mim. Assistam a este vídeo tão emocionante, quanto esclarecedor. Precisamos (urgentemente) falar sobre a Coreia do Norte.

Written by Marcos M.

agosto 22, 2016 at 10:15 am