O INVENTOR

Pegue o liquidificador, misture teatro, cinema, tv, literatura, uns outros ingredientes e…voilá.

As músicas de greyza

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Todos já sabemos que greyza meio que já deu o que tinha que dar. Não me xinguem, mas como recordar é viver, sempre é bom olhar pra trás e se lembrar daqueles episódios maravilhosos, nos quais sempre escorria aquela lagriminha no final. Choro esse, aliás, devido à impecável escolha das músicas. Era o máximo quando a tríade caso dia- narração ao fundo da Meredith- música funcionava. Bons tempos. Pra isso, esse site fez o favor de reunir as músicas mais emocionantes e em quais episódios foram usadas. Pega o lencinho e vem ouvir aqui.

Alguém me abraça.

izzie

Written by Marcos M.

April 25, 2016 at 11:25 am

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A palavra mais forte

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Dizer adeus é tarefa para poucos, uma das coisas mais difíceis que se pode fazer. Aliás, é uma palavra de uma força tão brutal que chega a ser impronunciável. Acho invejável a capacidade que muitos têm de colocar o ponto final em uma história e seguir adiante, revigorado e pronto para começar um novo capítulo. Despedidas não são para mim. Claro. Nasci nas entrelinhas. Gosto do dúbio, das reticências, do não dito que, em dado momento, nos sufoca e vem cobrar a conta. Por isso, escrever. Pelo caminho, já deixei incontáveis mensagens inacabadas, perdidas e esquecidas em espaços de cadernos, guardanapos ou e-mails não enviados. Aos poucos, fui descobrindo que, com a mesma facilidade que se entrecruzam, vidas se perdem ao longo da estrada. Todos temos nossos fantasmas de histórias que nos perseguem e, quando menos esperamos, ressurgem de um passado que se materializa em presente. Apesar delas, seguimos em frente. É assim que tem que ser. Depois de um tempo, percebe-se que o luto nos transforma. Para crescer, é preciso aprender a fechar algumas portas. E abrir outras. Para desapegar, é preciso buscar a leveza de um olhar despreocupado. Para dar adeus, é preciso saber amar. Afinal, só quem já amou sabe que, da morte, se chega à vida.
– MM, abril/2016

Written by Marcos M.

April 25, 2016 at 11:20 am

Da indiferença

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Primeiro vieram buscar os comunistas,
e eu não disse nada por não ser comunista.
Depois vieram buscar os socialistas,
e eu não disse nada por não ser socialista.
Então vieram buscar os sindicalistas,
e eu não disse nada por não ser sindicalista.
Em seguida, vieram buscar os judeus,
e eu não disse nada por não ser judeu.
Também vieram buscar os católicos
e eu não disse nada por não ser católico.
Então vieram me buscar,
e não havia ninguém para me defender.
 
– Martin Niemöller, na Alemanha nazista

Written by Marcos M.

April 18, 2016 at 6:34 pm

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Malala

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As lágrimas já vieram nos primeiros minutos. Por favor, assistam.

Written by Marcos M.

April 7, 2016 at 11:08 pm

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Do horror, surge a arte

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Shamsia Hassani e Malina Suliman são duas mulheres afegãs marcadas pelos problemas que há anos afetam o seu país: conservadorismo, extremismo religioso, guerras e constantes atentados à liberdade das mulheres. Ambas encontraram na arte e no graffiti a forma de simbolizar as vozes oprimidas pelo regime.

A matéria completa, você pode ler aqui:

GraffitiAfeganistão1

Written by Marcos M.

April 7, 2016 at 10:39 pm

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Recordar é viver

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Começou a sessão nostalgia. Eu me lembro de ver Dawson’s na globo sábado à tarde, numa dublagem super tosca. Isso em…98. Meu deus. Aliás, quem não sofreu com a saída da Brenda de Barrados no baile, com os dilemas da Felicity ou com os dramas de Party of five não sabe o que é série adolescente. E até hoje, que nem o Dawson, eu queria ter uma escada na minha janela. Canta junto, Brasil: I don’t wanna waaait…

Written by Marcos M.

March 26, 2016 at 11:34 am

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Outono

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Tenho um grande fascínio por praças, não sei bem explicar por quê. É maravilhoso sentar, perder a noção do tempo e, lentamente, ver a vida passando ao meu redor: os cães com seus donos, mães com seus filhos, casais de mãos dadas num piquenique, as bolhas de sabão se perdendo pelo ar. Sentei-me no banco de tom verde envelhecido daquela praça que me era tão familiar e me pus em exercício de observar a vida que jazia escondida, querendo ser descoberta. Vi a vendedora de flores, com sorriso doce no rosto, arrumando suas belas orquídeas. Vi dois senhores, cabelos brancos e olhar profundo, jogando uma partida de xadrez que, provavelmente, durava uma vida. Vi a água cair da chafariz e fazer fluir a vida que circulava por ali.
Discreta como uma pluma, uma folha seca vem caindo em minha direção, sendo balançada pelo vento que a conduziu até meu lado no banco. Peguei-a e foi quando me toquei que estamos às vésperas da chegada do outono, minha estação favorita do ano. É tempo de dar adeus às temperaturas sobre-humanas que temos enfrentado neste verão e de receber as brisas amenas anunciando a chegada de novos tempos. Afinal, Outono é iminência de renovação. As árvores se despem em tapetes amarelados de folhas secas espalhadas no jardim e, caminhando entre esses resquícios de saudades perdidos pelo chão, também nos é dada a chance de um recomeço. É preciso coragem. Há certa beleza nessa melancolia outonal: choramos o perdido, mas ansiamos por dias melhores.
Tragado de volta à realidade, fui surpreendido por uma bola extraviada que veio parar no meu pé. Logo em seguida, veio correndo o dono dela, um garoto de uns 6 anos, atrás do que era seu por direito. Entreguei-lhe a bola colorida, ele agradeceu de forma lacônica e saiu correndo de volta ao jogo, como quem tinha sede e pressa de viver. Levantei-me do banco, larguei a folha seca no chão e fui caminhando lentamente, ouvindo o som dos meninos jogando se perder atrás de mim.
Era mesmo tempo de recomeçar e, entre aquelas folhas secas, foi quando, aos poucos, fui mesmo resgatando a sede de viver. Sê bem-vindo, outono!

Written by Marcos M.

March 6, 2016 at 8:31 pm

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